Atualizações incidentes: MV Espirito Santo Express e HMM Platinum
Por Cronos Logistics.
Neste mês, dois navios porta-contêineres que seguiam da Ásia em direção à costa brasileira registraram incêndios a bordo: o MV Espírito Santo Express, do armador Hapag-Lloyd, e o HMM Platinum, da Hyundai.
As ocorrências acenderam alertas no mercado marítimo, principalmente no Brasil, com impactos nas operações, suspensão de rotas e atrasos no desembarque de cargas nos portos de Santos, Paranaguá, Navegantes e Rio Grande.
Acompanhar essas mudanças é essencial para entender os impactos nas operações logísticas. Confira as atualizações mais recentes sobre cada caso.
MV ESPIRITO SANTO EXPRESS
No momento, o navio está à deriva, temporariamente abandonado, no Oceano Atlântico Sul, sob monitoramento das autoridades marítimas e das equipes especializadas responsáveis. As operações de combate ao incêndio e salvamento da embarcação permanecem em andamento, segundo comunicado oficial divulgado pela South Cargo nesta segunda-feira, 19 de outubro.
Ainda não se sabe a causa e a extensão do incêndio, nem o impacto sobre as cargas transportadas. Também não há previsão de retomada operacional. A operação comercial, incluindo as escalas previstas nos portos de Santos e Navegantes, segue suspensa.
Diante desse cenário, é recomendado que os clientes realizem um levantamento detalhado dos embarques impactados, acionem suas seguradoras para verificar as condições de cobertura e se alinhem com seus parceiros logísticos para avaliar possíveis impactos decorrentes do incidente.
A emergência ocorreu em 15 de outubro, quando a embarcação sofreu uma explosão seguida de incêndio a bordo, enquanto navegava de Singapura com destino ao Porto de Santos. Para apoiar as operações de busca e resgate, a aeronave KC-390 Millennium, da Força Aérea Brasileira (FAB), percorreu cerca de 1.700 km sobre o Oceano Atlântico, e toda a tripulação foi resgatada em segurança.
HMM PLATINUM
O navio segue em trânsito pelo Oceano Índico, a sudoeste de Madagascar, em velocidade reduzida e com manobrabilidade restrita, se aproximando da costa da África do Sul, com destino ao porto de refúgio em Durban, onde deverá passar por inspeções e avaliação dos danos pós-incêndio. As escalas previstas nos portos brasileiros de Santos, Paranaguá, Navegantes e Rio Grande seguem suspensas.
O navio transporta cerca de 2.300 contêineres e ainda não há confirmação definitiva sobre a extensão dos danos ou quais contêineres foram diretamente afetados. Até o momento, é aguardada a confirmação de Avaria Grossa, um rateio legal e proporcional dos custos e sacrifícios intencionais feitos para salvar o navio e as mercadorias, entre armador e donos das cargas.
As operações de combate ao fogo foram conduzidas diretamente por embarcações e rebocadores de salvamento marítimo, e a tripulação está a bordo, operando o navio em conjunto com peritos e equipes especializadas de salvamento.
A embarcação partiu do porto de Kattupalli, na Índia, com destino a Santos, no Brasil, quando o incêndio ocorreu, em 7 de outubro.
Essas situações demonstram como a logística internacional pode mudar a qualquer momento e, por isso, requer acompanhamento contínuo e resposta rápida para minimizar impactos.
A Cronos monitora cada cenário junto aos envolvidos e, assim que houver atualizações, manterá seus clientes e parceiros informados.






